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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Paul Krugman. Era possível acabar com esta crise já. Se “eles” quisessem
"Nestes últimos três anos caiu-nos uma depressão em cima da cabeça, e o que fizemos? Procurámos culpados. O “viver acima das nossas possibilidades” e “os malefícios do endividamento” são duas cantigas populares dos últimos anos. E, no entanto, antes de a crise ter rebentado na América e de se ter propagado à Europa, o nível de endividamento de alguns dos países do sul da Europa, como Portugal e Espanha, tinha vindo a reduzir-se. Os gráficos estão lá e mostram que sim (como mostram que o gigante alemão também está fortemente endividado). Mas porque é que as pessoas não querem acreditar nisto? Nem sequer apreender o facto de terem sido “praticamente todos os principais governos” que, “nos terríveis meses que se seguiram à queda do banco de investimento Lehman Brothers, concordaram em que o súbito colapso das despesas do sector privado teria de ser contrabalançado e viraram-se então para uma política orçamental e monetária expansionista num esforço para limitar os danos”? A Comissão Europeia e a Alemanha estavam “lá”. E, de repente, tudo mudou."
Artigo completo aqui.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
It’s the (German) banks, stupid!
A Europa está, novamente, a tentar fingir que conseguiu conter as ondas de insolvência através do seu programa de empréstimos de grandes quantidades de dinheiro (com taxas de juros elevadas) para ... insolventes Estados-membros. A linha oficial, actualmente, é que a deterioração da situação parou em Lisboa. Da mesma forma, quase um ano atrás, quando a UE e o FMI emprestaram à Grécia 110000000000 € (em conjunto com um fundo de € 750.000.000.000 do EFSF, suportado por outros países fiscalmente atingidos) garantiram-nos que assim seria contido o contágio da zona euro a partir de Atenas. Agora, estamos a ser convidados a acreditar de que a Espanha “descolou”. Não é verdade. Enquanto a crise bancária for deixada sozinha, a crise continuará a sua marcha triunfal.
Há um ano que muitos de nós têm argumentado que, parafraseando o bom e velho Bill Clinton, “são os bancos, estúpido!”.
… O resultado é que os bancos “zombie” da Europa são grandes buracos negros que absorvem grande parte da energia da economia europeia (dos excedentes produzidos em países como a Alemanha para os empréstimos contraídos pelos peixinhos que lutam, como a Grécia e Portugal). Muito notavelmente, enquanto os estados insolventes são visitados pelo pomposos funcionários do FMI e da UE, os bancos vão receber do BCE liquidez e financiamento do Estado (mais garantias) sem qualquer contra-partidas. Sem memorandos, sem condições, nada.
Uma tradução minha (pardon my French) de um excelente artigo que vale a pena ler no original.
Há um ano que muitos de nós têm argumentado que, parafraseando o bom e velho Bill Clinton, “são os bancos, estúpido!”.
… O resultado é que os bancos “zombie” da Europa são grandes buracos negros que absorvem grande parte da energia da economia europeia (dos excedentes produzidos em países como a Alemanha para os empréstimos contraídos pelos peixinhos que lutam, como a Grécia e Portugal). Muito notavelmente, enquanto os estados insolventes são visitados pelo pomposos funcionários do FMI e da UE, os bancos vão receber do BCE liquidez e financiamento do Estado (mais garantias) sem qualquer contra-partidas. Sem memorandos, sem condições, nada.
Uma tradução minha (pardon my French) de um excelente artigo que vale a pena ler no original.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
O Fascismo Financeiro

...Segundo o colunista do New York Times, Thomas Friedman, «o mundo do pós-guerra fria tem duas superpotências, os EUA e a agência Moody’s». Moody’s é – uma dessas agências de rating, ao lado da Standard and Poor’s e Fitch Investors Services. Friedman justifica a sua afirmação acrescentando que «se é verdade que os EUA podem aniquilar um inimigo utilizando o seu arsenal militar, a agência de qualificação financeira Moody’s tem poder para estrangular financeiramente um país, atribuindo-lhe uma má nota».
Boaventura de Sousa Santos
Publicado na Visão em 6 Maio de 2010
Etiquetas:
Boaventura de Sousa Santos,
crise,
fascismo
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