A Europa está, novamente, a tentar fingir que conseguiu conter as ondas de insolvência através do seu programa de empréstimos de grandes quantidades de dinheiro (com taxas de juros elevadas) para ... insolventes Estados-membros. A linha oficial, actualmente, é que a deterioração da situação parou em Lisboa. Da mesma forma, quase um ano atrás, quando a UE e o FMI emprestaram à Grécia 110000000000 € (em conjunto com um fundo de € 750.000.000.000 do EFSF, suportado por outros países fiscalmente atingidos) garantiram-nos que assim seria contido o contágio da zona euro a partir de Atenas. Agora, estamos a ser convidados a acreditar de que a Espanha “descolou”. Não é verdade. Enquanto a crise bancária for deixada sozinha, a crise continuará a sua marcha triunfal.
Há um ano que muitos de nós têm argumentado que, parafraseando o bom e velho Bill Clinton, “são os bancos, estúpido!”.
… O resultado é que os bancos “zombie” da Europa são grandes buracos negros que absorvem grande parte da energia da economia europeia (dos excedentes produzidos em países como a Alemanha para os empréstimos contraídos pelos peixinhos que lutam, como a Grécia e Portugal). Muito notavelmente, enquanto os estados insolventes são visitados pelo pomposos funcionários do FMI e da UE, os bancos vão receber do BCE liquidez e financiamento do Estado (mais garantias) sem qualquer contra-partidas. Sem memorandos, sem condições, nada.
Uma tradução minha (pardon my French) de um excelente artigo que vale a pena ler no original.