segunda-feira, 22 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Paul Krugman. Era possível acabar com esta crise já. Se “eles” quisessem
"Nestes últimos três anos caiu-nos uma depressão em cima da cabeça, e o que fizemos? Procurámos culpados. O “viver acima das nossas possibilidades” e “os malefícios do endividamento” são duas cantigas populares dos últimos anos. E, no entanto, antes de a crise ter rebentado na América e de se ter propagado à Europa, o nível de endividamento de alguns dos países do sul da Europa, como Portugal e Espanha, tinha vindo a reduzir-se. Os gráficos estão lá e mostram que sim (como mostram que o gigante alemão também está fortemente endividado). Mas porque é que as pessoas não querem acreditar nisto? Nem sequer apreender o facto de terem sido “praticamente todos os principais governos” que, “nos terríveis meses que se seguiram à queda do banco de investimento Lehman Brothers, concordaram em que o súbito colapso das despesas do sector privado teria de ser contrabalançado e viraram-se então para uma política orçamental e monetária expansionista num esforço para limitar os danos”? A Comissão Europeia e a Alemanha estavam “lá”. E, de repente, tudo mudou."
Artigo completo aqui.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
"Isto é um bombardeamento fiscal"
Reacção do PP aos últimos desmandos do nosso querido governo. Hilariante.
"Não me digam que o aumento de impostos é inevitável e que a despesa é incompressível", disse Portas, considerando que o corte da despesa pública "é o caminho certo para Portugal não correr riscos".
"Nenhuma das medidas toca nas questões estruturais da despesa" e "não há garantia que o Estado não fique na mesma um ano e meio depois".
Lido aqui
terça-feira, 18 de setembro de 2012
As Luzes de Maria Teresa Horta

«Não recuso o prémio que me enche de orgulho e satisfação, recuso recebê-lo das mãos do primeiro-ministro, que está determinado a destruir tudo aquilo que conquistámos com o 25 de Abril, e as grandes vítimas têm sido até agora os trabalhadores, os assalariados, a juventude que ele manda emigrar calmamente, como se isso fosse natural. Sempre fui uma mulher coerente. As minhas ideias e aquilo que eu faço têm uma coerência. Na realidade eu não poderia, com coerência, ficar bem comigo mesma, receber um prémio literário que me honra tanto [...] das mãos de uma pessoa que está empenhada em destruir o nosso país.»
Juro que tenho o livro, li-o todinho e gostei muito.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Porque Há Alternativas
Caro/a subscritor/a do Congresso Democrático das Alternativas,
Ontem, 15 de Setembro, centenas de milhares de pessoas saíram à rua por todo o país para manifestar a sua indignação com o reforço das medidas de austeridade anunciadas nas últimas semanas. Cada vez mais portugueses e portuguesas concluem que a estratégia inscrita no Memorando de Entendimento, cuja implementação ultrapassou todos os limites do tolerável, é um caminho sem saída.
Manifestar a nossa indignação é uma obrigação democrática. Mas é preciso mais. É preciso ajudar a construir o futuro!
O Congresso Democrático das Alternativas, nos termos do texto que o convoca (que enviamos em anexo), propõe-se mobilizar as energias e identificar os denominadores comuns entre todos os que estão disponíveis para juntar forças e assumir a responsabilidade de resgatar o País.
Contribua para o sucesso do Congresso. Divulgue, colabore, participe (veja como pode fazê-lo no final desta mensagem).
Saudações democráticas,
A Comissão Organizadora
Como pode contribuir para o sucesso do Congresso
1. Envie um email ou contacte pessoalmente aqueles que possam rever-se nos propósitos da iniciativa, convidando-os à subscrição da Convocatória (o que pode ser feito em http://subscrever.congressoalternativas.org) e à participação no processo de construção do Congresso.
2. Divulgue o Congresso, o seu sítio web (http://www.congressoalternativas.org/) e a página do facebook (http://www.facebook.com/pages/Congresso-Democratico-das-Alternativas/320693794685218) junto dos seus contactos e redes sociais (via email, blogs, Facebook, Twitter, etc.).
3. Imprima cópias da Convocatória (que enviamos em anexo), do cartaz e do folheto do Congresso (disponíveis aqui http://www.congressoalternativas.org/p/materiais.html), colocando-os nos seus locais de trabalho e convívio, e distribuindo-os em todas as situações que lhe pareçam adequadas.
4. Contribua para a elaboração do Projecto de Declaração do Congresso, enviando textos da sua autoria que contribuam para o debate temático nas várias áreas (ver http://www.congressoalternativas.org/p/debates-tematicos.html) ou convidando outros a participarem com as suas ideias e propostas.
5. Contribua, na medida das suas possibilidades, para o suporte financeiro do Congresso, cuja organização depende exclusivamente do trabalho voluntário e do contributo dos seus apoiantes. Os donativos individuais podem ser feitos por transferência para a conta bancária constituída para o efeito com o NIB 0035 0081 00103231 030 49. Toda a informação sobre receitas e despesas do Congresso estará disponível do site (em http://www.congressoalternativas.org/p/donativos.html).
6. Marque a sua presença e participe activamente no Congresso no dia 5 de Outubro, que terá lugar durante todo o dia na Aula Magna da Universidade de Lisboa. Por motivos logísticos, a participação no dia 5 de Outubro está sujeita a inscrição prévia através do site do Congresso. O início das inscrições será brevemente anunciado.
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CONGRESSO DEMOCRÁTICO DAS ALTERNATIVAS
Resgatar Portugal para um Futuro Decente
5 de outubro - Aula Magna - Lisboa
Sítio na Internet: http://www.congressoalternativas.org/
domingo, 16 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
MANIFESTAÇÃO CONTRA A ESTUPIDEZ
«PORQUÊ IR À MANIFESTAÇÃO NO SÁBADO?»
«- Porque o plano de redução do défice português é o que mais prejudica os pobres em comparação com os planos em vigor dos outros países intervencionados.
- Porque as excepções nos cortes dos subsídios e benefícios se acumulam entre uma pequena elite de privilegiados com ligação ao Governo.
- Porque um Governo sem pressão popular se acomoda às soluções mais fáceis, em vez de escolher as que menos prejudicam os cidadãos.
- Porque embora exista um problema, um buraco, chame-lhe o que quiser, nunca existe apenas um caminho para sair dele, excepto por efeito da arrogância do poder.
- Porque a intervenção na TSU, ao transferir riqueza dos trabalhadores para as empresas, simboliza o desprezo deste Governo pelos cidadãos, em particular os mais vulneráveis.
- Porque a imobilidade da opinião publica foi responsável por muitos dos erros cometidos pelos governos que elegemos em trinta e tal anos de democracia.
- Porque uma perspectiva blasé do confronto democrático é a doença infantil da nossa “opinião esclarecida”.
- Porque manifestar-se não é ser esquerdista, estalinista, índio pé-sujo, tocador de djambé, altermundialista de passa-montanhas, imbecil ou terrorista.
- Porque se você não fizer uma coisa, alguém de quem não gosta a fará.
- Porque até a doutora Manela vai lá estar (ok, eu também não acredito).
Amanhã
você tem o direito de se armar em ironista chique, em esteta que
abomina a loucura do mundo e em velho sábio da montanha. Mas também tem o
direito de se manifestar e não deve sentir-se condicionado por quem
despreza esse direito.
Eu não sinto, e vou estar lá.»
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