"Como se insere neste processo a auditoria à dívida pública?
A auditoria é um processo promovido sobretudo por cidadãos para romper o tabu da dívida soberana, que nunca se discute nem se analisa. Até pode ser má, mas há que pagá-la, porque uma dívida paga-se sempre, quando, na realidade, tanto ao nível de um particular, de uma empresa ou de um Estado, uma dívida ilegítima, ilegal ou imoral é uma dívida nula. E há toda uma vasta história de anulação e suspensão dessa dívida.
O que é uma dívida ilegítima?
A ilegitimidade é um conceito cuja definição não se encontra no dicionário. É a forma como os cidadãos interpretam, de forma rigorosa, o respeito aos princípios da nação, da construção do país e do direito interno e internacional. Uma dívida ilegítima é, por exemplo, uma dívida contraída porque o Estado favoreceu uma pequena minoria, reduzindo impostos sobre as grandes empresas multinacionais ou as famílias mais ricas, que assim diminuíram a sua contribuição para as receitas fiscais, obrigando o Estado a endividar-se. Esta contra-reforma fiscal aconteceu em toda a Europa e também nos EUA, com o anterior presidente, George W. Bush. Os resgates aos bancos são outro exemplo. O custo de ajudar os banqueiros, que foram totalmente aventureiros, desviando os depósitos dos seus clientes para investir no subprime, implicou um aumento da dívida soberana, que é totalmente ilegítimo. Não podiam ter sido resgatados dessa forma, os grandes accionistas não deviam ter sido indemnizados. "
Uma das entrevistas mais lúcidas sobre este assunto, lida aqui.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Não Há Alternativa - 30 Anos de Propaganda Económica

"Os «Luky Luke da economia», são os economistas, os ex-ministros das Finanças frustrados e os jornalistas económicos que aparecem constantemente nas televisões a pensar «mais depressa do que a própria sombra», a reciclar ideias e homens a uma velocidade surpreendente, e que são capazes de defender tudo e o seu contrário, para intimidar os cidadãos e defender o «partido do dinheiro»."
Lido aqui (vale a pena ir lá ler o resto).
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
La piazza e mia !!!!!
...ou na versão de Massamá, "as medidas são minhas".
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
For convenience sake, digámos que eles não querem é trabalhar!

" On the whole, I think of myself as one of those people who take a convenience-sake view of prevailing world conditions, events, existence in general. Not that I’m such a blase, convenience-sake sort of guy—although I do have tendencies in that direction—but because more often than not I’ve observed that convenient approximations bring you closest to comprehending the true nature of things.
For instance, supposing that the planet earth were not a sphere but a gigantic coffee table, how much difference in everyday life would that make? Granted, this is a pretty farfetched example; you can’t rearrange facts of life so freely. Still, picturing the planet earth, for convenience sake, as a gigantic coffee table does in fact help clear away the clutter—those practically pointless contingencies such as gravity and the international dateline and the equator, those nagging details that arise from the spherical view. I mean, for a guy leading a perfectly ordinary existence, how many times in the course of a lifetime would the equator be a significant factor? "
Hard-Boiled Wonderland and the End of the World by Haruki Murakami
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