sexta-feira, 27 de maio de 2011

A saltar levemente, de nenúfar em nenúfar...

«Casualidade, causalidade

Talvez tenha visto mal mas não me apercebi de que, como vem sendo feito na Net, algum jornal se tenha ainda interrogado sobre a sucessão de três notícias em pouco mais de dois meses que, isoladas, talvez só tivessem lugar nas páginas de Economia mas que, juntas, e com um director ou um chefe de redacção curiosos de acasos, até poderiam ter sido manchete.

A primeira, de 16 de Março, a da renúncia – dois anos antes do termo do seu mandato – de Almerindo Marques à presidência da Estradas de Portugal (para que fora nomeado em 2007 pelo então ministro Mário Lino), declarando ao DE que “no essencial, est[ava] feito o [s]eu trabalho de gestão”.

A segunda, de 11 de Maio, a de uma auditoria do Tribunal de Contas à Estradas de Portugal, revelando que, com a renegociação de contratos, a dívida do Estado às concessionárias das SCUT passara de 178 milhões para 10 mil milhões de euros em rendas fixas, dos quais mais de metade (5 400 milhões) coubera ao consórcio Ascendi, liderada pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo. Mais: que dessa renegociação resultara que o Estado receberá, este ano, 250 milhões de portagens das SCUT e pagará… 650 milhões em rendas.

E a terceira, de há poucos dias, a de que Almerindo Marques irá liderar a “Opway”, construtora do Grupo Espírito Santo.

O mais certo, porém, é que tais notícias não tenham nada a ver umas com as outras, que a sua sucessão seja casual e não causal.»

Manuel António Pina

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Final de Dublin - e a... bandeira portuguesa, pá?!

Parece que o Rui Santos, a reboque desse patrioteiro de trazer-por-casa, o melhor que conseguiu retirar da vitória do FCP em Dublin, foi não ter visto bandeiras portuguesas nos jogadores após o final do jogo. Mesmo sendo mentira, houve jogadores com a bandeira portuguesa às costas, certamente seria completamente redundante, dada a natureza da coisa.
Como diz a canção, foi ouro sobre azul ó c...


Faixa 09 ou o caralho from Isabelle Chase Otelo on Vimeo.

Porque hoje é SEXTA



O Velho E A Flor
Vinicius de Moraes

Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho / Bacalov

Por céus e mares eu andei
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber o que é o amor
Ninguém sabia me dizer
E eu já queria até morrer
Quando um velhinho com uma flor assim falou:

O amor é o carinho
É o espinho que não se vê em cada flor
É a vida quando
Chega sangrando
Aberta em pétalas de amor

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Benfica e a final de Dublin

Sem ofensa. Só porque está mesmo com muita piada.

terça-feira, 10 de maio de 2011

The Unwisdom of Elites

The past three years have been a disaster for most Western economies. The United States has mass long-term unemployment for the first time since the 1930s. Meanwhile, Europe’s single currency is coming apart at the seams. How did it all go so wrong?
Well, what I’ve been hearing with growing frequency from members of the policy eliteself-appointed wise men, officials, and pundits in good standing — is the claim that it’s mostly the public’s fault. The idea is that we got into this mess because voters wanted something for nothing, and weak-minded politicians catered to the electorate’s foolishness.

So this seems like a good time to point out that this blame-the-public view isn’t just self-serving, it’s dead wrong.

The fact is that what we’re experiencing right now is a top-down disaster. The policies that got us into this mess weren’t responses to public demand. They were, with few exceptions, policies championed by small groups of influential people — in many cases, the same people now lecturing the rest of us on the need to get serious. And by trying to shift the blame to the general populace, elites are ducking some much-needed reflection on their own catastrophic mistakes.

sexta-feira, 6 de maio de 2011