quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Extras, Kate Winslet e Ricky Gervaise

Começou assim...



e acabou assim!



"Ironia, verdadeira liberdade! És tu que me livras da ambição do poder, da escravidão dos partidos, da veneração da rotina, do pedantismo das ciências, da admiração das grandes personagens, das mistificações da política, do fanatismo dos reformadores, da superstição deste grande Universo, e da adoração de mim mesmo"

J. Proudhon

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Eu e as touradas (sim, porque também tenho direito a mandar bitaites)

Cumprindo aquele período de reflexão a que o tema obriga (confesso que fui influenciado pela leitura daquela obra chamada "Utopia", que como disse o nosso presidente, foi escrito pelo Thomas Mann, no qual dito-cujo parlamento, havia uma lei que obrigava a um período de reflexão, antes de responder a propostas lá efectuadas. Mas quem leu, leu, quem não leu, lesse, como disse o outro e siga para bingo), igualmente lendo pérolas sobre o assunto com aquí e aquí ( tem muitos mais, mas agora não me apetece ir à procura, vão vocês se quiserem ), as únicas coisas que consigo alinhavar sobre o assunto são estas:

1 - Sou contra a tourada a cavalo, porque são dois contra um, e acho mal.

2 - Aprecio a tourada a pé, pensando, porém, que também deviam dar uma espada ao touro.

3 - Quantos às “pegas”,acho que deviam equivaler o peso do touro ao peso dos forcados (todos somados) que fazem a pega.

Como veêm, tudo preocupações com a justíça e a sua proporcionalidade.
É pouco mas é de boa vontade. E como prémio por terem lido esta porcaria, fica a tradução para Inglês daquele poema do grande Ary chamado Tourada ( em Inglês, porque em Português já toda a gente sabe ).

Bullfight

It doesn't matter, sun or shade
Cabins or barriers
We fight the beasts shoulder to shoulder
Nobody deceives us
We fight hand in hand
Only waiting can hurt us

Bells, cowbells and capes are coming in
And black mantillas
Swords, big horns and defeats are coming in
And some poets
Brave people, carnations and swear words are coming in
Because it's a wheeze at most

Cows are coming in behind the forcados
Who don't fit at all
and olés of the yokels
Who pay nothing are sounding
And only the bullfighter's helpers are left
Whose job doesn't fit

With hopeful banderillas
We keep off the beast
We're on the Spring Bullring
We're going to grab the world
By the horns of misfortune
And let's make fun of sadness

Old women, crazy women and tourists are coming in
Excursions are coming in
Benefits and columnists are coming in
Swappers are coming in
Marialvas and choristers are coming in
Cockies with combs are coming in

Knights are coming in with a gallop
Of their heroism
That crazy music is coming in
Called Paso Doble
The fan and the old-fashioned are coming in
The snobbery and the hate too

Moralistic business people are coming in
Frustrations are coming in
Antiquaries and fado singers are coming in
And contradictions
A lot of dollars are coming in, many people
Who pay their millions

And the intelligent man says that songs are over

Lalalala lala lala lala... lalala lala... Lalalala lala lala lala... lalala lala...
Lalalala lala lala lala... lalala lala... Lalalala lala lala lala... lalala lala...
Lalalala lala lala lala... lalala lala... la la... Lalalala lala lala lala... lalala lala... la la...

Lalalala lala lala lala... lalala lala... Lalalala lala lala lala... lalala lala...
Lalalala lala lala lala... lalala lala... Lalalala lala lala lala... lalala lala...
Lalalala lala lala lala... lalala lala... la la... Lalalala lala lala lala... lalala lala... la la...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Inception - o filme do dia

INCEPTION/DECEPTION



Tão mauzinho que apetece pedir o dinheiro do bilhete de volta? Talvez. O máximo que se poderá dizer de Inception é que aquí e alí consegue ser ligeiramente interessante. Sempre, mas sempre, acreditem, é emocionalmente “flat”. Não há nada que a personagem de DiCaprio faz no fim que ele não poderia ter feito no início da história. Simplesmente passa por um monte de confusões, enredos patéticos que somam muitas sequências de acção (algumas bem amanhadas) à procura de um filme (que poderiam ser, muito bem, três filmes). A história é desnecessariamente complicada, com os seus vários níveis de sonhos. Perde-se tanto tempo a tentar entender o que se passa no ecrãn, que não nos apetece, nem conseguimos, sentir qualquer tipo de emoção. Temos a noção exacta que tudo não passa de truques de computador. E nós alí, ( os que não tiveram coragem de saír mais cedo ) a rezar para que a carrinha caia depressa.
Deception.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A racionalidade dos meios e a irracionalidade dos fins

Faz uns anos largos que lí um livro, desaparecido entretanto na espuma dos tempos e das mudanças, cujo tema era, "A racionalidade dos meios e a irracionalidade dos fins". Neste livro, o autor, que não sei quem é, defendia a tese de que, na nossa sociedade, a par do aumento óbvio e objectivo da racionalidade dos meios ( científicos, artísticos, etc. ) aumentava também a irracionalidade do seu produto final. Embora não seja a única literatura que se refere ao tema, já que Leonardo Boff escreveu bastante sobre o assunto, defendendo que a "racionalidade" foi instrumentalizada pelo poder.
Lembro-me sempre desta teoria, porque, realmente, os exemplos práticos abundam. Hoje, ao ler um artigo do Miguel Urbano Rodrigues, sublinhei uma passagem que diz assim: - " Nunca antes a humanidade dispôs de tanta informação, mas em época alguma esteve tão desinformada."
Se quiserem ler o artigo todo, vale a pena.
Em relação ao tema de fundo, hei-de escrever qualquer coisa, porque, descobrí à relativamente pouco tempo, que também se aplica a pessoas. Espero por exemplos vossos, mas tem pelo menos um ou dois que são a cara chapada.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sir Humphrey and Jim Hacker discuss art subsidies

Tendo noção que uma simples opinião, quanto a mim bem fundamentada, numa matéria como a dos subsídios à arte, pode descambar, fácilmente, em insultos muito pouco velados, e igualmente bem fundamentados, deixo aquí uma pequena contribuição para a discussão.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

What else ? ( passe a publicidade )

"Bancos globais estão a ganhar a guerra legislativa que pretendia? agravar os requisitos de capital e restrições na assunção de riscos, com os reguladores e os bancos centrais a moverem-se em direcção a regras menos rigorosas do que o inicialmente proposto."
Tradução minha. Ler o resto aquí.

quinta-feira, 8 de julho de 2010