domingo, 27 de maio de 2012
Em seguida levaram alguns operários
Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.
(Bertolt Brecht)
sexta-feira, 25 de maio de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Entretanto, numa Grécia ainda mais perto de si
" Dívidas levam gerente à morte
Desesperado por não ter dinheiro para pagar aos fornecedores e aos funcionários do Minipreço que geria, em Cucujães, Oliveira de Azeméis, um homem, de 40 anos, suicidou-se, ontem de manhã, nas instalações do supermercado. Vítor Costa foi encontrado pela sua sócia do franchising prostrado no chão, junto aos armazéns. As empregadas ficaram em choque ao ver o patrão morto."quinta-feira, 5 de abril de 2012
Entretanto, numa Grécia perto de si
"O Governo de Tsolakoglou aniquilou qualquer possibilidade de
sobrevivência para mim, que tinha como base uma pensão muito digna
que paguei, por minha conta, sem qualquer ajuda do Estado, durante 35
anos. E dado que a minha idade avançada não me permite reagir de
forma diferente (mas se um compatriota grego pegasse numa
Kalashnikov, eu apoiá-lo-ia) não vejo outra solução a não ser
acabar com a minha vida deste modo digno, para não ter que terminar
rebuscando nos contentores do lixo, para poder sobreviver. Creio que
os jovens sem futuro vão dia vai pegar em armas e pendurar de cabeça
para baixo os traidores deste país na Praça Syntagma , como os
italianos fizeram com Mussolini em 1945. "
sobrevivência para mim, que tinha como base uma pensão muito digna
que paguei, por minha conta, sem qualquer ajuda do Estado, durante 35
anos. E dado que a minha idade avançada não me permite reagir de
forma diferente (mas se um compatriota grego pegasse numa
Kalashnikov, eu apoiá-lo-ia) não vejo outra solução a não ser
acabar com a minha vida deste modo digno, para não ter que terminar
rebuscando nos contentores do lixo, para poder sobreviver. Creio que
os jovens sem futuro vão dia vai pegar em armas e pendurar de cabeça
para baixo os traidores deste país na Praça Syntagma , como os
italianos fizeram com Mussolini em 1945. "
Etiquetas:
Assassínos,
Europa,
Grécia,
Neoliberalismo
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
O Passos não nos mandou emigrar?
Olha, este já mandou os impostos irem andando para o offshore...

Noticia e foto do Expresso
Tambem aqui

Noticia e foto do Expresso
Tambem aqui
Etiquetas:
Camara Corporativa,
Expresso,
pulhas,
Soares dos Santos
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Para sair da crise, é preciso “romper com a troika” e obrigá-la a “renegociar a dívida”
"Como se insere neste processo a auditoria à dívida pública?
A auditoria é um processo promovido sobretudo por cidadãos para romper o tabu da dívida soberana, que nunca se discute nem se analisa. Até pode ser má, mas há que pagá-la, porque uma dívida paga-se sempre, quando, na realidade, tanto ao nível de um particular, de uma empresa ou de um Estado, uma dívida ilegítima, ilegal ou imoral é uma dívida nula. E há toda uma vasta história de anulação e suspensão dessa dívida.
O que é uma dívida ilegítima?
A ilegitimidade é um conceito cuja definição não se encontra no dicionário. É a forma como os cidadãos interpretam, de forma rigorosa, o respeito aos princípios da nação, da construção do país e do direito interno e internacional. Uma dívida ilegítima é, por exemplo, uma dívida contraída porque o Estado favoreceu uma pequena minoria, reduzindo impostos sobre as grandes empresas multinacionais ou as famílias mais ricas, que assim diminuíram a sua contribuição para as receitas fiscais, obrigando o Estado a endividar-se. Esta contra-reforma fiscal aconteceu em toda a Europa e também nos EUA, com o anterior presidente, George W. Bush. Os resgates aos bancos são outro exemplo. O custo de ajudar os banqueiros, que foram totalmente aventureiros, desviando os depósitos dos seus clientes para investir no subprime, implicou um aumento da dívida soberana, que é totalmente ilegítimo. Não podiam ter sido resgatados dessa forma, os grandes accionistas não deviam ter sido indemnizados. "
Uma das entrevistas mais lúcidas sobre este assunto, lida aqui.
A auditoria é um processo promovido sobretudo por cidadãos para romper o tabu da dívida soberana, que nunca se discute nem se analisa. Até pode ser má, mas há que pagá-la, porque uma dívida paga-se sempre, quando, na realidade, tanto ao nível de um particular, de uma empresa ou de um Estado, uma dívida ilegítima, ilegal ou imoral é uma dívida nula. E há toda uma vasta história de anulação e suspensão dessa dívida.
O que é uma dívida ilegítima?
A ilegitimidade é um conceito cuja definição não se encontra no dicionário. É a forma como os cidadãos interpretam, de forma rigorosa, o respeito aos princípios da nação, da construção do país e do direito interno e internacional. Uma dívida ilegítima é, por exemplo, uma dívida contraída porque o Estado favoreceu uma pequena minoria, reduzindo impostos sobre as grandes empresas multinacionais ou as famílias mais ricas, que assim diminuíram a sua contribuição para as receitas fiscais, obrigando o Estado a endividar-se. Esta contra-reforma fiscal aconteceu em toda a Europa e também nos EUA, com o anterior presidente, George W. Bush. Os resgates aos bancos são outro exemplo. O custo de ajudar os banqueiros, que foram totalmente aventureiros, desviando os depósitos dos seus clientes para investir no subprime, implicou um aumento da dívida soberana, que é totalmente ilegítimo. Não podiam ter sido resgatados dessa forma, os grandes accionistas não deviam ter sido indemnizados. "
Uma das entrevistas mais lúcidas sobre este assunto, lida aqui.
Etiquetas:
Auditoria Cidadã à Dívida Pública,
Bancos,
banqueiros,
Éric Toussaint,
Publico,
troika
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Não Há Alternativa - 30 Anos de Propaganda Económica

"Os «Luky Luke da economia», são os economistas, os ex-ministros das Finanças frustrados e os jornalistas económicos que aparecem constantemente nas televisões a pensar «mais depressa do que a própria sombra», a reciclar ideias e homens a uma velocidade surpreendente, e que são capazes de defender tudo e o seu contrário, para intimidar os cidadãos e defender o «partido do dinheiro»."
Lido aqui (vale a pena ir lá ler o resto).
Etiquetas:
Alfredo Barroso,
Bertrand Rothé,
Gérard Mordillat,
Neoliberalismo
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)
