terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Peças do 'puzzle'

“Mário Soares foi o vencedor das eleições. A astúcia e a imaginação do velho estadista permitiram que Fernando Nobre, metáfora de uma humanidade sem ressentimento, lhe servisse às maravilhas para ajustar contas. É a maior jogada política dos últimos tempos. Um pouco maquiavélica. Mas nasce da radical satisfação que Mário Soares tem de si mesmo, e de não gostar de levar desaforo para casa. Removeu Alegre para os fojos e fez com que Cavaco deixasse de ser tema sem se transformar em problema. O algarvio regressa a Belém empurrado pelos acasos da fortuna, pelos equívocos da época, pelo cansaço generalizado dos portugueses e pelos desentendimentos das esquerdas (tomando esta definição com todas as precauções recomendáveis). Vai, também, um pouco sacudido pelo que do seu carácter foi revelado. Cavaco não possui o estofo de um Presidente, nem um estilo que o dissimulasse. Foi o pior primeiro-ministro e o mais inepto Chefe do Estado da democracia. Baço, desajeitado, inculto sem cura, preconceituoso, assaltado por pequenas vinganças e latentes ódios, ele é o representante típico de um Portugal rançoso, supersticioso e ignorante, que tarda em deixar a indolência preguiçosa. Nada fez para ser o que tem sido. Já o escrevi, e repito: foi um incidente à espera de acontecer. Na galeria de presidentes com que, até agora, fomos presenteados, apenas encontro um seu equivalente: Américo Tomás. E, como este, perigoso. Pode praticar malfeitorias? Não duvido. Sobre ser portador daqueles adornos é uma criatura desprovida de convicções, de ideologia, de grandeza e de compaixão. Recupero o lamento de Herculano: "Isto dá vontade de morrer!"”

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Período de Reflexão

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Para além do Mourinho

... temos sempre a Dulce Pontes. Linda esta interpretação. "The Ballad Of Sacco And Vanzetti", Warsaw, Ennio Morricone.


" My father dear, I am a prisoner
Don't be ashamed to tell my crime
The crime of love and brotherhood
And only silence is shame. "

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Wikileaks - mais uma pérola


O melhor comentário ao assunto do Wikileaks. Apareceu hoje em mais uma daquelas notícias no insistentemente mentiroso DN.

"Quanta palhaçada. O cara está sendo acusado de um delito de agôsto. Porque só agora vão atrás dele. Agora mesmo, vão processá-lo por ter soltado um pum na frente de uma autoridade, já que era a vez dela. Vão processá-lo por ter passado a mão nos seios da estátua da liberdade ou por ter engravidado a Mona Lisa ou então por ser o Pai legítimo daquelas gêmeas lá dos Estados Unidos. Aquelas que foram implodidas. Inventem coisa melhor. Falem assim: RECEBEMOS ORDEMS EXPRESSAS DOS ESTADOS UNIDOS PARA GRAMPEAR ESTE CARA. PRONTO, NINGUEM VAI QUESTIONAR, PORQUE SABEM QUE É A PURA VERDADE. Quanta justiça vagabunda neste mundo. Até aqui no Brasil tem muitos. Pelo visto vão arranjar um monte de crimes pra ele. Quem sabe foi ele que atirou no Kenned"


Nota: o tema da foto é "faz-me cócegas na inteligência"

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Titan: Nasa scientists discover evidence 'that alien life exists on Saturn's moon'


Ou muito me engano, ou está montada mais um operação "engana-me que eu gosto".


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os Marcelos no Politeia


Depois disto, vem isto.
Será que valeu a pena o meu comentário ao 1º "post"?

"Creio que tem imensa razão.
No entanto, a forma como começa por desculpar, por se sentir recompensado pela "inteligência", considerar "engraçado", as farpas "en passant", a "maledicência", enfim, toda aquela arte de Maquiavel de trazer por casa, tiram qualquer sentido ao seu post.
Este senhor está sempre ao nível que o Ricardo Araújo Pereira tão bem soube caricaturar quando do referendo ao aborto, não sei se lembra. Deixe de se deixar cegar com as luzes dos holofotes e vai ver como a 1º parte do que escreveu não faz qualquer sentido.
Este homem é uma fraude, e é preciso coragem para dizer que "o rei vai nú", sem considerandos prévios."

Por dizer, apenas que quem quer ver palhaços, vai ao circo.