"Com a 3ª falha consecutiva na entrega do acórdão do Processo da Casa Pia a Selecção de Juízes do Colectivo da 8ª Vara Criminal de Lisboa tem em risco a qualificação para as Olimpíadas da Justiça de 2012. Nunca se viu nada assim, diz um pensionista reformado que segue todos os julgamentos no Campus da Justiça. Estamos ao nível duma 3ª Vara do Chipre ou dum 4º Rebanho de Malta. A esta selecção falta a alegria dos grandes acórdãos, a capacidade de recurso e a motivação na hora da jurisprudência. Segundo a juíza presidente as falhas têm sido provocadas pela inabilidade dos informáticos em fazer cópias limpas dos CDs e DVDs constantes do processo onde estão as fotografias dos pedófilos, a maior parte infectada com o vírus de Alzheimar que também assola os arguidos. Também em suporte de papel há falhas. Na opinião de um antigo juiz desembargador, agora juiz de linha nos distritais, falta a acutilância dum matador. Em cima da mesa ainda esteve a possibilidade de chamar à selecção de juízes a secretária brasileira que no reinado de Paulo Portas tirou 61.000 fotocópias em duas noites."
Vem esta famosa citação de Lampedusa a propósito das sentenças do caso "Casa Pia".
Principalmente em relação ao Carlos Cruz, porque este é o que tem conseguido passar melhor a sua mensagem de revolta, visitando o seu site, fica-se, sem sombra de dúvidas, com várias perguntas por fazer.
Não conheço pessoalmente o senhor de lado nenhum, nada me leva a aderir emocionalmente à sua defesa, sendo o inverso também verdadeiro.
Desejo que a fundamentação da sentença não deixe margem para dúvidas, pois, se assim não acontecer, dado o recente e já não tão recente historial da Justiça em Portugal, dos processos prescritos por negligência dos tribunais, dos vetos de gaveta que tão bem se conhecem, sempre a favorecer os mesmos, será então o caso de dizer com o Alain Delon , naquele lindíssimo O Leopardo, de Visconti,
, "Para que tudo permaneça igual, é necessário que tudo mude."
Central em "Música para Camaleões" está “Handcarved Coffins”, um "romance não ficcional" baseado nos crimes brutais de um assassíno da vida real. A acção passa-se numa pequena cidade do “Midwest” dos Estados Unidos, que oferece arripiantes “insights” da mente de um assassíno e a obsessão de um homem em trazê-lo à justiça. Também neste volume estão seis histórias curtas e sete retratos falados, incluindo um de Marilyn Monroe, a "menina bonita" e uma hilariante história sobre uma mulher-a-dias fazendo sua ronda de limpezas em Nova York, enquanto ia fumando umas coisas que não eram cigarros. Mais um Capote imperdível.
"Ironia, verdadeira liberdade! És tu que me livras da ambição do poder, da escravidão dos partidos, da veneração da rotina, do pedantismo das ciências, da admiração das grandes personagens, das mistificações da política, do fanatismo dos reformadores, da superstição deste grande Universo, e da adoração de mim mesmo"
Cumprindo aquele período de reflexão a que o tema obriga (confesso que fui influenciado pela leitura daquela obra chamada "Utopia", que como disse o nosso presidente, foi escrito pelo Thomas Mann, no qual dito-cujo parlamento, havia uma lei que obrigava a um período de reflexão, antes de responder a propostas lá efectuadas. Mas quem leu, leu, quem não leu, lesse, como disse o outro e siga para bingo), igualmente lendo pérolas sobre o assunto com aquí e aquí ( tem muitos mais, mas agora não me apetece ir à procura, vão vocês se quiserem ), as únicas coisas que consigo alinhavar sobre o assunto são estas:
1 - Sou contra a tourada a cavalo, porque são dois contra um, e acho mal.
2 - Aprecio a tourada a pé, pensando, porém, que também deviam dar uma espada ao touro.
3 - Quantos às “pegas”,acho que deviam equivaler o peso do touro ao peso dos forcados (todos somados) que fazem a pega.
Como veêm, tudo preocupações com a justíça e a sua proporcionalidade. É pouco mas é de boa vontade. E como prémio por terem lido esta porcaria, fica a tradução para Inglês daquele poema do grande Ary chamado Tourada ( em Inglês, porque em Português já toda a gente sabe ).
Bullfight
It doesn't matter, sun or shade Cabins or barriers We fight the beasts shoulder to shoulder Nobody deceives us We fight hand in hand Only waiting can hurt us
Bells, cowbells and capes are coming in And black mantillas Swords, big horns and defeats are coming in And some poets Brave people, carnations and swear words are coming in Because it's a wheeze at most
Cows are coming in behind the forcados Who don't fit at all and olés of the yokels Who pay nothing are sounding And only the bullfighter's helpers are left Whose job doesn't fit
With hopeful banderillas We keep off the beast We're on the Spring Bullring We're going to grab the world By the horns of misfortune And let's make fun of sadness
Old women, crazy women and tourists are coming in Excursions are coming in Benefits and columnists are coming in Swappers are coming in Marialvas and choristers are coming in Cockies with combs are coming in
Knights are coming in with a gallop Of their heroism That crazy music is coming in Called Paso Doble The fan and the old-fashioned are coming in The snobbery and the hate too
Moralistic business people are coming in Frustrations are coming in Antiquaries and fado singers are coming in And contradictions A lot of dollars are coming in, many people Who pay their millions