Faz uns anos largos que lí um livro, desaparecido entretanto na espuma dos tempos e das mudanças, cujo tema era, "A racionalidade dos meios e a irracionalidade dos fins". Neste livro, o autor, que não sei quem é, defendia a tese de que, na nossa sociedade, a par do aumento óbvio e objectivo da racionalidade dos meios ( científicos, artísticos, etc. ) aumentava também a irracionalidade do seu produto final. Embora não seja a única literatura que se refere ao tema, já que Leonardo Boff escreveu bastante sobre o assunto, defendendo que a "racionalidade" foi instrumentalizada pelo poder.
Lembro-me sempre desta teoria, porque, realmente, os exemplos práticos abundam. Hoje, ao ler um artigo do Miguel Urbano Rodrigues, sublinhei uma passagem que diz assim: - " Nunca antes a humanidade dispôs de tanta informação, mas em época alguma esteve tão desinformada."
Se quiserem ler o artigo todo, vale a pena.
Em relação ao tema de fundo, hei-de escrever qualquer coisa, porque, descobrí à relativamente pouco tempo, que também se aplica a pessoas. Espero por exemplos vossos, mas tem pelo menos um ou dois que são a cara chapada.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Sir Humphrey and Jim Hacker discuss art subsidies
Tendo noção que uma simples opinião, quanto a mim bem fundamentada, numa matéria como a dos subsídios à arte, pode descambar, fácilmente, em insultos muito pouco velados, e igualmente bem fundamentados, deixo aquí uma pequena contribuição para a discussão.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
What else ? ( passe a publicidade )
"Bancos globais estão a ganhar a guerra legislativa que pretendia? agravar os requisitos de capital e restrições na assunção de riscos, com os reguladores e os bancos centrais a moverem-se em direcção a regras menos rigorosas do que o inicialmente proposto."
Tradução minha. Ler o resto aquí.
Tradução minha. Ler o resto aquí.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Afinal, a Coreia do Norte tem mais jogadores agora do que quando chegou à Africa do Sul
Na caixa de comentários deste "post" no 5dias.net, encontrei um que não resisto em deixar aquí, com a devida vénia ao autor e ao seu blog, porque, acho eu, é um exercício de inteligência, daquela que nos deixa de cabeça levantada e a olhar em frente , mesmo quando somos dos poucos a pensar dessa forma.
" Aliás, na Coreia do Norte não se pode praticar nada! Os tipos conseguiram o apuramento para a fase final do mundial de futebol através de deserções massivas de jovem jogadores que se infiltraram nas outras selecções concorrentes (à moda de Deco, Liedson e Co.) e corromperam a capacidade vitoriosa geneticamente comprovada de todas as selecções de países livres! A FIFA de conluio não “ajudou” apenas a França, cedeu também aos encantos dos soldadinhos de chumbo norte-coreanos e da água-ardente de cobra.
Aquilo é o país que sintetiza todo o mal capaz de ser gerado pelo homem! Ali mata-se, invade-se, cala-se, tortura-se, manipula-se, bombardeia-se, prende-se, explora-se. Aquilo é a imagem do inferno na terra. O comunismo no mais puro sentido! Marx e Lenine juntos como nunca ao serviço do enriquecimento das elites e do Grande Líder, herdeiro do velhaco Estaline.
Mas descansemos, assim que as pressões e sanções -ou preciso seja a guerra libertadora dos soldados da fortuna, provocarem o seu efeito convincente; assim que o “regime” caía-a com estrondo no tapete da democracia cá nossa, o nosso mundo será mais pacifico, desenvolvido, sem desemprego nem fome, com saúde e escola para todos, sem explorados e com justiça universal!
Está quase. É só mais um bocadinho… Basta ganharmos amanhã!"
" Aliás, na Coreia do Norte não se pode praticar nada! Os tipos conseguiram o apuramento para a fase final do mundial de futebol através de deserções massivas de jovem jogadores que se infiltraram nas outras selecções concorrentes (à moda de Deco, Liedson e Co.) e corromperam a capacidade vitoriosa geneticamente comprovada de todas as selecções de países livres! A FIFA de conluio não “ajudou” apenas a França, cedeu também aos encantos dos soldadinhos de chumbo norte-coreanos e da água-ardente de cobra.
Aquilo é o país que sintetiza todo o mal capaz de ser gerado pelo homem! Ali mata-se, invade-se, cala-se, tortura-se, manipula-se, bombardeia-se, prende-se, explora-se. Aquilo é a imagem do inferno na terra. O comunismo no mais puro sentido! Marx e Lenine juntos como nunca ao serviço do enriquecimento das elites e do Grande Líder, herdeiro do velhaco Estaline.
Mas descansemos, assim que as pressões e sanções -ou preciso seja a guerra libertadora dos soldados da fortuna, provocarem o seu efeito convincente; assim que o “regime” caía-a com estrondo no tapete da democracia cá nossa, o nosso mundo será mais pacifico, desenvolvido, sem desemprego nem fome, com saúde e escola para todos, sem explorados e com justiça universal!
Está quase. É só mais um bocadinho… Basta ganharmos amanhã!"
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Coreia do Norte,
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A Frase
No Jornal Público online, pode ler-se já à alguns dias esta afirmação, atribuida a um dos "Think tanks" deste tasco mal frequentado em que Portugal se tornou:
- “Cada vez queremos ter mais direitos, o que reproduz um estado de espírito que olha para a realidade com uma visão unidimensional centrada nos direitos, escamoteando a sua contrapartida, ou seja, as obrigações. O presente e o futuro próximo estão e vão condicionar radicalmente esta perspectiva".
Ângelo Correia, "Correio da Manhã", 15-06-2010
Deixo aquí um momento musical apropriado e aquí alguma informação séria sobre o tema.
- “Cada vez queremos ter mais direitos, o que reproduz um estado de espírito que olha para a realidade com uma visão unidimensional centrada nos direitos, escamoteando a sua contrapartida, ou seja, as obrigações. O presente e o futuro próximo estão e vão condicionar radicalmente esta perspectiva".
Ângelo Correia, "Correio da Manhã", 15-06-2010
Deixo aquí um momento musical apropriado e aquí alguma informação séria sobre o tema.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Roman Polanski no seu melhor ( ou lá muito perto ).
Suspense, intriga, acção. Juntar um bom argumento, uma paisagem fantástica. Misturar tudo muito bem com algumas interpretações fabulosas e pronto, aí está o último filme de Polanski.
Fantástico como se pode filmar esta história sem nunca sentir a tentação de nos manipular, de nos indicar o caminho. A história desenrola-se, as cenas sucedem-se, todas necessárias, todas de uma grande beleza. Tudo faz sentido. As palavras, as personagens, os sítios. O inesperado final (Será que esperou pelo final para nos manipular?). Enfim, Hitchcock, perdão, Roman Polansky no controlo dos acontecimentos. Acreditem que são 2 horas muito bem passadas.
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