quinta-feira, 1 de abril de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Hermann Hesse, Siddhartha, o rio da vida



The Ferryman
Pete Townshend

The river is always flowing
Relentless towards the costal tides
It travels down to the great ocean
While most of us simply watch from the water side

The water becomes Siddhartha's teacher
Sometimes powerful and stern
Sometimes gentle , forgiving
It never changes in direction
As it carries even mountains down to the sea

I'll take you over
I don't want your money
Just hang on tight
Till we reach the other wall
Things in Vegas
They all cling to my ankle
The horn blows wide, and the currents roar

God fill this gutter
That breaks my shoulder
Smash me to pieces
And wash me to mud
Dry me to dust
And set me to smolder
Please let me dissolve in the autumn flood

The rivers always flowing
But I'm free now
From It's grace
I'll be swept down to the ocean
And now you
You will take my place

Toma e vai-te curar...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Este é cá dos meus!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Está demais


Ralo-in???


Ralô-in???


Ralô-in???

Put keep are you..

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Mesmo a tempo, mãe!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Porque não tive UMA, mas DUAS

Poema à Mãe


No mais fundo de ti,
eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.


Eugénio de Andrade